sábado, 14 de julho de 2012


A DRACMA PERDIDA


Nesta parábola da dracma perdida, o Senhor nos fala de algo precioso que tinha sido perdido e foi achado e encontrando-o enche-se de alegria pela reconquista do que lhe é valioso. A dracma era uma moeda de prata usada na Grécia. Assim, a palavra de Deus nos mostra que “perder a dracma”, significa perder uma das verdades ou os conhecimentos da verdade, a redenção.
Há várias situações em que se pode perder uma verdade. Perdemos a verdade quando, por exemplo, nos despojamos negligentemente de uma convicção que sabemos ser verdadeira e justa, e adotamos outra, falsa, em seu lugar. Ou quando abrimos mão de um princípio verdadeiro que era para nortear nossa vida, e agimos contra esse princípio. Ou, também, quando deixamos esmaecer a visão de um ideal bom, do qual nos desviamos por desânimo, falta de coragem ou falta de empenho.

Nesta parábola é a “mulher” que perde. A “mulher”, na Palavra, significa a Igreja. Portanto devemos estar alertas para que não correr o risco de perder a dracma da redenção na vida de cada servo. Quando deixamos de ter afeição pela verdade, andamos errantes, adotando qualquer princípio que nos satisfaça, mesmo errôneo. 

A direção do Espírito Santo 

Mas a igreja fiel anda na direção do Espírito Santo, que tem preparado um povo a redenção. A Igreja representa a verdade, devemos estar alertas numa vida de oração, pois vivemos os últimos tempos, momento de vigilância para não perder o maior bem que temos que é a salvação. A Igreja fiel tem a direção do Espírito Santo que guia a vida de um povo que vive na revelação e na fé. A perfeita harmonia entre os irmãos forma o corpo de Cristo, uma só Igreja, um só corpo espiritual cuja cabeça é o Senhor Jesus.

A Igreja é vista espiritualmente como a noiva, é a Esposa do Cordeiro. Cabe a essa noiva, a nova Jerusalém, por meio da evangelização, da divulgação de suas doutrinas celestes e do testemunho vivo de seus membros, restaurar  no mundo o verdadeiro equilíbrio entre fé e a dádiva preciosa do amor. A noção de um relacionamento possível que deve ser espiritual e eterno diante do Senhor.

O Senhor quer revelar a Sua Palavra ao nosso entendimento e para isso os olhos do nosso coração precisam estar iluminados. Precisamos dar valor ao que realmente é valorizado por Deus, jogarmos fora toda sujeira que estava em nosso coração e compartilhar com o próximo o nosso maior tesouro: Jesus. 

“Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas e perdendo uma dracma, não acende a candeia, e não varre a casa, buscando com diligência até encontrá-la? E achando-a, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu havia perdido.” (Lucas 15:8,9) 

Verdade Central 

A história da dracma perdida é o resgate da nossa identidade. A mulher é a figura da igreja que, com diligência, deve procurar o que foi perdido, como valores, conceitos, fidelidade e aliança com o passar do tempo. A parábola da dracma perdida mostra a diligência de uma mulher que ao perder algo precioso foi à sua procura, sem hesitar. 

E só encontramos o que perdemos quando acendemos a luz. Afinal, o escuro dificulta o reconhecimento e a busca. O ato de varrer significa tirar a sujeira. A igreja é responsável por limpar toda sujeira com diligência, cautela e muita observância. 

Acendendo o candelabro

Quando alguém procura algo, quer iluminar ao máximo o ambiente para enxergar da melhor forma possível. O candelabro é um sinal no mundo espiritual. Jesus disse que Ele é o candeeiro de ouro que anda no meio da Igreja, na nossa casa, dentro de nós (Ap 1:12-15). A memória significa que por sete dias na semana não faltará a luz de Deus na sua casa. Onde existe a luz de Deus, as trevas não podem entrar fazer visitação. 

Quando a luz é acesa e uma busca diligente se inicia, muita sujeira que estava escondida é dissipada. O desejo de Deus é que tiremos da nossa vida tudo que não O agrada e isso só é possível se nos voltarmos aos princípios da Palavra. A luz da Palavra de Deus arrancará da sua vida todas as trevas e o conduzirá por um lugar seguro. 

O valor da dracma 

A dracma perdida possui um valor espiritual: a fidelidade. A dracma representava uma aliança. Toda mulher casada usava um enfeite na testa, como por exemplo, um colar formado por dez moedas de prata e uma moeda maior no centro. Perder a dracma significava colocar em risco a sua descendência, pois a dracma era um sinal profético de perpetuação da geração. Muitas pessoas perderam muitas coisas valorosas na vida, mas hoje é o seu dia de achar a dracma, por que a sua vida e a sua casa receberão a limpeza de Deus.

Uma mulher estrategista 

É interessante a postura da mulher ao encontrar a dracma, pois normalmente quando perdemos algo de valor e encontramos, guardamos em um lugar seguro por medida de segurança. Ao invés de guardar e esconder tão valioso objeto convidou todos os seus vizinhos, aqueles que se alegraria com ela, que não tirariam por menos tal acontecimento. Ela compartilhou a bênção com aqueles que compreendiam o verdadeiro significado de encontrar algo precioso que estava perdido.